quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Medo

Hoje, li que a esquerda acredita em algo que teorizei há um tempo. Vi a revista falar sobre amizades e amores descartáveis.

Isso talvez signifique que minha hipótese tenha certo sentido?

Hoje, tive medo da vida.

Devo dormir para sanar a ferida.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

1984

Smith, protagonista do aclamado romance do inexistente George Orwell vê-se, logo no início do livro, incitado a atacar verbalmente o homem que o Partido considera como o criador dos males socias, o grande, em palavras minhas, apóstata.

Quantas vezes eu não me vi e vejo repetindo os comportamentos que, mentalmente e em momento de reflexão, condeno. Nada como o momento para arrebatar os ânimos e me deixar mais perto daquele macaco priordial que, segundo os evolucionistas, me gerou.

Perdoem-me os criacionistas, mas tenho certeza que a ansiedade e a necessidade de manter-se em comportamento parecido aos demais não me leva, nestas situações, mais próximo de Deus.

O fato é que, mediante a tudo isso, lembro-me do Michel Foucault que veio com aquela estória de que a punição social é, por motivos óbvios, exercida pelos que estão mais próximos e que, também por condicionamento e hábito, repetem o comportamento esperado para o momento. Há tempos não experimentei crueldade tão grande quanto a de ser punido pelos que amo, saber que eles são reprodutores do que condeno e, finalmente, passar pela dor da descoberta de que meus objetos de desejo têm os pés de barro.

Como nem tudo são flores, basta tentar focar na parte, talvez pequenas, que o são. Assim, apesar da dor desta descoberta, há o prazer de se encantar com tudo o que me agrada e faz sorrir, coisas que só a convivência traz. Sim, é preciso acreditar na nossa grande geração perdida.

Já dizia Papai Noe...digo Carl Gustav Jung, que não há conscientização sem dor. Concordo plenamente e emendo:

"Não há conscientização sem dor e não há convivência sem amor. Só o que conhecemos como amor para sublimar a dor de descobrir a humanidade em que gostamos e para dar forças que permitirão que descobertas boas venham. A dor de uma descoberta agradável, e eu sei que ela existe, é uma extração de sangue em um mundo de amputações sem anestesia".


Pai, agora que você pode ver-me por completo, você me ama menos ao descobrir que, talvez, eu nunca fui, lá no fundo, quem você esperava que eu fosse?

Falling Down

Andressa,


Minha querida, devemos ter cuidado com as pessoas que parecem cair dos céus pois, mesmo aparentando serem tudo o que precisamos, elas podem nos ferir gravemente durante esta queda. Basta que nos acertem. Inclusive, quanto maior a altura de onde elas vêm, maior a dor do impacto.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

La Bella Luna

Lua, Lua.


Tudo vem e vai, e você continua


Dona Lua,


Você hoje está cheia, cheia de si.


Cara Lua,


Você viu o diálogo silencioso de mãos de tamanho diferente?


Rotineira Lua,


Será que entendes os mistérios dos corações da gente?


"Ó Lua de cosmo no céu estampada, permita que eu possa adormecer
Quem sabe, de novo, nesta madrugada, ela resolva aparecer
A noite passada você veio me ver
A noite passada, eu sonhei com você"
-La Bella Luna, os Paralamas do Sucesso.

Sinais

Sinais


Às vezes digo que essa coisa de sinais
Geralmente é a gente quem faz
Quando se procura alguma coisa
Em tudo que a possa ter

Aí se começa a crer
No que não se consegue ver
Achando que aquele A falado
Na verdade dizia um B

Estão pedindo demais
Para que eu pare de procurar sinais
Mas as respostas, que são boas
Ninguém me traz!

Se ninguém disser
Eu não vou saber
Talvez, só quando acontecer
E aí, vou ver
Que o que eu suspeitava
Tinha algo a ver
Mas não se queria dizer

Então continuo com meus sinais!
Quando darás a resposta?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Hoje

Hoje eu acordei, curiosamente, sem saco para poesia.

Não há clipe cult/de arte/moderninho que me anime. Pode vir o Cazuza aqui pedir para fazer uma composição em parceria, mas hoje realmente não dá.

Acho que o Ensaio sobre a Cólera me deixou exaurido, cansado. Por enquanto, vou tentar respirar pelas minhas narinhas entupidas e jogar os meus fiéis jogos eletrônicos, cuidar das minhas pequenas tarefas domésticas.

Hoje deve ser um dia em que eu me faço lembrar que posso ser exatamente como a maioria das pessoas e, só não o sou todos os dias em alguns aspectos porque, se assim fosse, eu ficaria entediado. O que importa é que hoje não.

Hoje o que importa é sorrir sem deixar que o sorriso passe pelo cérebro.

domingo, 14 de setembro de 2008

Fim de Ensaio

Fim da Cólera


Retornando de um passeio benéfico
Terminando em uma pizzaria
Continuo meu relato nada épico
Já que ninguém mais contaria

Falava sobre os tempos passados
E também sobre os que virão
Momentos nem sempre enterrados
De perda de senso e razão

Afirmo em tom profético
E em discurso não tão ético
Que se isso não parar
Não vai sobrar nada no lugar

Se você, elefante, duvida de minhas palavras
Lembre-se do que aconteceu no passado!
Manchúria, Sarajevo, Saigon e Stalingrado
Um mundo em sangue lavado

O que fazer mediante a tal gigante?
Para que servem todos estes livros na estante?
Se não consigo eliminar meus males maiores
Que se tornam pesados com o tempo?

Talvez, Elefantes do meu Brasil
Lhes digo que, não importa a sua cor
Verde,amarelo, azul, lilás ou anil
O que precisas lhe acompanha aonde você for

Se você quiser dor, levará dor
Se quiser o querer, pronuncie a palavra
Aonde houver raiva, poderá haver o sossego
Se a palavra anunciar o fim do apego

E no fim, deixo a mensagem lavrada
Em uma maneira um pouco complicada
Eu diria quase cifrada
Mas se você parar parar ler

Vai poder perceber
Que não é tão fácil fazer
Quanto vir aqui escrever
Mas existe possibilidade

Que no futuro tudo melhore
Em uma nova consciência e juventude
Permitindo que algo grande mude
Melhorando para todos nós, assim esperamos.
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É, acabou. Eu mudei a vida dos senhores? Imagino que sim. A pergunta, então, é: o que vocês farão a partir disso?

Good luck, have fun.

Smashing Pumpkins - Try ³

Pop tart
What's our mission
Do we know
But never listen
For too long
They held me under
But I hear
It's almost over
In Detroit
On a Memphis train
Like you said it's
Down in the heat and the summer rain of
The automatic gauze of your memories
Down in the sleep at the airplane races
Try to hold on
To this heart
A little bit longer
Try to hold on
To this love aloud
Try to hold on
For this heart's
A little bit colder
Try to hold on
To this love
Paperback scrawl your hidden poems
Written around the dried out flowers
Here we are still trading places
To try to hold on
Pop tart
Can you envision
A free world
Of clear division
For too long
They held us under
But I know
We're getting over
In Detroit
With the Nashville tears
Like you said it's
Down in the heat with the broken numbers
Down in the gaze of solemnity
Down in the way you've held together
To try to hold on
To this heart
A little bit closer
Try to hold on
To this love aloud
Try to hold on
For this heart's
A little bit older
Try to hold on
To this love aloud
And we are still alive
Try to hold on
And we have survived
Try to hold on
And no one should deny
We tried to hold onto the pulse of the feedback current
Into the flow of encrypted movement
Slapback kills the ancient remnants
That try to hold on
Try to hold on
To this heart alive
Try to hold on
To this love aloud
Try to hold on
And we are still alive
Try to hold on
And we have survived
Try to hold on
Pop tart
You never listen
Skinned knees
Try to hold on
Stop start
What's our mission
Skinned knees
Try to hold on